Os media do futuro e os jovens

Um estudo efectuado pela mediappro, com o apoio da Universidade do Algarve, teve com principal objectivo apurar a forma como os jovens se apropriam dos novos media.

Nele conclui-se que a grande maioria dos jovens portugueses que frequentam o ensino básico e Secundário tem computador em casa.

Isto prova a elevada generalização que este sofreu nos últimos anos. Há cerca de 15/20 anos um computador era uma coisa completamente inovadora, quase rara.

Contudo, actualmente com a elevada evolução e modernização que se verificou neste sector levou a que a sua qualidade/preço melhorassem substancialmente, provocando o seu consumo massificado, e tornando-se uma ferramenta fundamental para todos os cidadãos.

A proliferação dos computadores levou à utilização massificada da Internet. A Internet nos seus primórdios era uma ferramenta de troca de informação entre um centro militar e uma Universidade. Contudo esta ferramenta teve uma explosão tão grande, que levou a que se tornasse num dos maiores e mais influentes meios de comunicação do presente e do futuro. O estudo refere que cerca de 96% dos jovens portugueses já utilizaram a Internet. A maioria dos jovens que utilizam a Internet com frequência, utilizam-na muito mais em casa do que na escola. E, quase metade dos alunos inquiridos, refere que nunca ou quase nunca utilizam o material informático na Escola. Estes Dados revelam que o material informático existente nas escolas é claramente insuficiente, lento e muitas vezes desfasado das necessidades dos alunos. Outro motivo que pode ser apontado é a liberdade de utilização. Ou seja, enquanto em casa a larga maioria dos alunos não tem qualquer restrição relativa ao conteúdo que pode aceder, na Escola esse conteúdo normalmente é filtrado.

Outra conclusão pertinente prende-se com os serviços mais utilizados pelos jovens na Internet. Ao contrário do que seria espectável a grande maioria do tempo gasto na Internet é passado ou em pesquisa ou no Messenger com os colegas, e não os chats. Esta conclusão é interessante, na medida em que nota uma preocupação dos jovens com os chats, continuando a preferir a conversa com os amigos à conversa com desconhecidos.

É necessário desenvolver mecanismos facilitadores de utilização e da Internet no contexto escolar.

Assim, torna-se urgente a necessidade de se alargar as estruturas de sensibilização e consciencialização para as funções comunicacionais e de socialização inerentes à Internet nos contextos familiares, e inter pares. É ainda necessário a elaboração e estudos que tentem inferir dados sobre os indicadores residuais de infoexclusão.


Os media tradicionais e os jovens

O Estudo realizado pela Media Planning para a agência Lusa, revela que a os jovens portugueses lêem mais imprensa e ouvem mais rádio que a população portuguesa em geral, apenas existe um meio de comunicação em que os índices de consumo dos jovens são inferiores à população portuguesa: a televisão.

Divulga ainda, que os jovens preferem a imprensa e a rádio em detrimento da televisão (o meio de comunicação de excelência da maioria portugueses).

Dos canais mais vistos pela população mais jovem destaca-se a SIC, seguida pela TVI. Na imprensa escrita, as revistas ocupam o primeiro lugar nas preferências dos jovens.

Os jornais informativos e desportivos ocupam o topo das preferências dos gostos dos jovens portugueses (O Jornal de Notícias, a Bola, Record e Correio da Manhã). No escalão mais jovem (15/17 anos), a imprensa desportiva supera a generalista.

Nas revistas mais lida pela faixa etária entre os 18/24 anos é a “A Notícias Magazine”, completam o topo da lista as revistas: Maria, Maxmen, TV7 Dias e Grande Reportagem.

A revista mais “consumida” entre os 15/17 anos é a Bravo.

Os resultados apresentados por este estudo vêem reiterar uma ideia das alterações que estão a ocorrer no consumo dos media pelas classes mais jovens.

É incontestável que a televisão desempenhou um papel fundamental na sociedade portuguesa da segunda metade do século XX. Tendo mesmo, sido o meio de comunicação que mais impacto teve no nosso país. Contudo, este papel está ser alterado. Os jovens estão a modificar os seus hábitos de consumo. A televisão generalista já não satisfaz as maiores necessidades dos jovens. A sua programação está desfasada dos reais interesses dos jovens. Isto é demonstrado através da perda de espectadores da televisão generalista para a televisão temática (TV cabo).

O facto da população jovem ter um grau académico superior à grande massa da população portuguesa, prova o maior interesse que os jovens têm pela Imprensa e pela rádio.

Relativamente à imprensa escrita verificasse o mesmo fenómeno que no sector televisivo. Ou seja, as revistas temáticas tem uma maior adesão que os jornais generalistas. Isto reflecte que os jovens adquirem mais informação, mas em áreas muito mais restritas (como o desporto, informática, música…).

Os dados revelados no estudo revelam uma grande disparidade nos gostos dos jovens portugueses, que passa não só pela informação isenta como pelas revistas cor-de-rosa/jet7.

A evolução dos meios de comunicação na sociedade de massas

 

No início do Século XX, a concentração da população Europeia nos grandes centros urbanos, a generalização do ensino e o desenvolvimento exponencial dos meios de comunicação fizeram surgir uma nova cultura: a cultura de massas.

A cultura de massas, como o próprio nome indica, é uma cultura que pela sua simplicidade é acessível a toda a população.

Amplamente difundida pelos mass media, é típica das sociedades industriais do século XX. Sendo assim, a cultura tornou-se num bem industrial, seguindo um meio de produção estandardizada, o que provocou o consumo maciço dos bens culturais. Pelo seu sucesso, influenciaram e transmitiam valores e modos de estar que se impuseram como padrões culturais

Os meios de comunicação foram essenciais para o desenvolvimento da sociedade capitalista tal e qual como a conhecemos hoje.

Dos meios de comunicação mais importantes podemos destacar a Rádio, o cinema e a imprensa que apesar de não terem sido criados no século XX, a sua maior evolução verificou-se, na primeira metade deste século, principalmente após a primeira guerra mundial. Mais tarde na segunda metade deste século surge a televisão e décadas depois a Internet.

A melhoria das condições económicas e a difusão do ensino criaram condições propícias para o desenvolvimento da imprensa. Desta forma, a imprensa tornou-se acessível, utilizava frases curtas, um vocabulário simples e tornou-se substancialmente mais barata. O livro deixou de ser um símbolo das elites, democratizou-se tornando-se produto de consumo corrente e popular.

  Dentro desta linguagem simples, surgiram novos géneros literários: o Romance cor-de-rosa (com grandes histórias de amor, sempre com um final feliz) e a Banda Desenhada (cujo os protagonistas vivem grandes aventuras em prol do mundo e da sociedade).

Os jornais também sofreram alterações. Para atraírem leitores, encheram as suas páginas de histórias sensacionalistas, de títulos mirabolantes e de fotografias chocantes. Começaram a surgir, também, as páginas dedicadas ao desporto e as páginas “cor-de-rosa” (dedicadas especialmente ao público feminino). A par dos jornais generalistas, começaram a surgir as revistas temáticas. Estas, rapidamente passaram a ser rotina dos leitores de classe média.

Os meios de comunicação serviram não só para entretenimento, informação, mas com eles surgiram também, conceitos completamente novos e ousados, como é o caso da publicidade e de propaganda política.

Os media foram os maiores impulsionadores da sociedade capitalista e do consumo em massa. Estes, através de campanhas publicitárias induziam a população a adquirem determinados produtos, muitas vezes supérfluos ou mesmo inúteis.

A outra inovação criada pelos media foi a propaganda política. Os dirigentes serviam-se dos meios de comunicação, para convencer e manipular a opinião pública.

Desta forma temos que considerar que os meios de comunicação social tiveram uma cota parte na implantação dos regimes totalitários na Europa vicentista, na implementação de novos estilos de vida, novos hábitos, novos valores, na massificação da vida pública e sobretudo consolidaram a sociedade de consumo em que hoje vivemos.

Com a enorme adesão do público surgiu a guerra das audiências e das vendas. Os jornais caíram no sensacionalismo, na exploração do sentimento como uma técnica de vendas. Começaram a proliferar títulos sem o mínimo nexo e cujo o único objectivo é obter o máximo lucro independentemente da forma como este possa ser obtido. Tinha-se subvertido o papel da imprensa e do jornalismo, o seu objectivo já não era informar era entreter, vender. Passou-se de uma sociedade do ser, em que ser humano era considerado pelas suas capacidades e virtudes, para uma sociedade do ter, do poder, onde o capital é rei e senhor.

 


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Sr. visitante gostaríamos que encontre-se no nosso blog as ideias, informações ou mesmo temas que procura. Este blog foi feito no tema central dos media e a sua influencia nos jovens, porém poderão encontrar cá temas de tipo geral.Esperamos que se sinta livre para comentar nossas postagens.

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